ROGÉRIO MENGARDA: VOCÊ SABE O QUE É SENESCÊNCIA?

Muito tem se falado sobre os principais desafios da terceira idade, a importância da qualidade de vida e acerca de diversos motivos para continuarmos sorrindo. Porém, um assunto que sempre me despertou curiosidade foi o conceito de senilidade, suas características e suas diferenças em relação a um outro conceito: a senescência. Mas antes é preciso entender que há três conceitos relacionados à idade de acordo com a literatura mais recente. Como assim? Calma, é bem simples! A idade cronológica relaciona-se com a passagem do tempo. Ou seja, é a nossa idade em anos. O que muitas pessoas não sabem é que a idade cronológica tem significado bem limitado em termos de saúde. Porém, é necessário entender que a probabilidade de desenvolver problemas de saúde aumenta à medida que as pessoas envelhecem. Por sua vez, a idade biológica refere-se às alterações no corpo que normalmente ocorrem com a idade. Aqui, essas mudanças afetam algumas pessoas antes de outras. Por fim, a idade psicológica é baseada em como a pessoa se sente e age. Temos como exemplo um paciente meu, seu Victor: ele tem a idade cronológica de 67 anos, mas ele continua trabalhando, faz planos e participa de muitas atividades.

Ou seja, seu Victor pode ser considerado psicologicamente jovem, “igual a um mocinho de 35 anos” como ele costumava falar durante as nossas consultas, fazendo com que eu, e toda minha equipe multidisciplinar da OdontoMengarda, caísse sempre na gargalhada com ele. Ele veio fazer alguns implantes dentários conosco cheio de expectativas de se “libertar” da antiga prótese móvel e, com isso, espalhar ainda mais seu sorriso largo no trabalho e nos eventos sociais que ele adora participar. Apesar de seu Victor ter sido nosso paciente em 2018, não tem como esquecê-lo: sempre que ele publica alguma foto com um sorrisão, ele marca a OdontoMengarda nas redes sociais! Mas, sendo muito sincero, no geral as pessoas têm inúmeros medos e receios quando o assunto é envelhecer. É bastante comum que as pessoas, de maneira errônea, associem o processo de envelhecimento à deterioração da qualidade de vida. Ou seja, o envelhecimento não é encarado como um prêmio da longevidade, mas um peso que trará limitações, doenças e tristezas.

E não se engane, meus amigos… Essa confusão e medo são universais. Durante minhas aulas em Boston, na Universidade de Harvard, provavelmente pelo clima intenso de invernos sempre rigorosos, surgiam reflexões sobre o futuro, o envelhecimento e a senilidade. E muitos dos meus colegas e professores, que tinham as mais diferentes nacionalidades e eram das mais diversas áreas de conhecimento, contavam suas visões, por vezes bem pessimistas, sobre o envelhecer. E, obviamente, eu não tinha como ficar calado diante de alguns pontos de vista mais, por assim dizer, pessimistas. Acho que está enraizada na nossa cultura ocidental tal concepção triste. Então, de maneira bem leve e, talvez, didática, eu tentei explicar as diferenças entre senilidade (senility) e senescência (senescence). Senilidade e senescência: entendendo a diferença. De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), a senilidade está relacionada com as condições que acometem o indivíduo no decorrer da vida baseadas em mecanismos fisiopatológicos. Ou seja, são as doenças que comprometem a qualidade de vida das pessoas, mas não são comuns a todas elas em uma mesma faixa etária.

Alguns exemplos: diabetes, insuficiência renal, depressão, alterações hormonais, perdas dentárias e por aí vai….O que é importante entender é que nem todos esses problemas são normais com o avanço da idade e nem comuns a todos os idosos. Por não serem comuns, são caracterizadas como um quadro de senilidade. Já a senescência abrange todas as mudanças que ocorrem no organismo humano no decorrer do tempo e que não são relacionadas com doenças. Ficou confuso? Calma. Eu explico. A senescência são as alterações naturais decorrentes do processo fisiológico do próprio envelhecimento como, por exemplo, o aparecimento de cabelos brancos ou a perda da flexibilidade da pele. Percebeu que essas mudanças da senescência não provocam a diminuição dos anos e nem da qualidade de vida? Assim, dentro deste contexto, o envelhecimento pode ser compreendido como um processo natural. É a senilidade, e os problemas relacionados a ela, que podem comprometer a funcionalidade e a qualidade de vida do indivíduo. Está lembrado das discussões naquele rigoroso inverno em Harvard? Pois é… depois que expus essa explicação, e as histórias super joviais, alegres e divertidas como a do meu paciente Victor, todos entenderam que o envelhecimento é uma dádiva, uma oportunidade de ser feliz e dar muitas risadas! E você, como tem vivido a passagem dos anos? Espero que com um grande (e largo) sorriso! Até a próxima!

DR. ROGÉRIO MENGARDA
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