SINAIS NAS UNHAS PODEM INDICAR SE VOCÊ JÁ TEVE COVID-19

Além dos principais sintomas da Covid-19, como febre, tosse, fadiga, perda do paladar e olfato, outros sinais do corpo podem indicar a infecção pelo vírus em alguns pacientes. De acordo com informações do Medical Xpress baseado em um artigo publicado pela National Center for Biotechnology Information (NCBI), unhas deformadas e sem cor podem surgir algumas semanas após o contágio, o que significa uma nova forma de manifestação da doença.

Segundo o Medical Xpress, apelidado de “Unhas da Covid”, o sintoma também é chamado de unha meia-lua vermelha, já que forma uma faixa arredondada sobre a área branca na base das unhas. Segundo o estudo, o padrão do aspecto nas unhas que tem sido visto é raro de acontecer, entretanto, um número importante de queixas foi relatado e o sintoma pode ser percebido mais cedo que outros.

Para os pesquisadores, a causa provável da nova condição pode ser danos nos vasos sanguíneos associados ao coronavírus ou consequência da resposta imune do corpo, que pode ter causado mini coágulos e descoloração.

O sintoma foi principalmente observado em pessoas assintomáticas e, por este motivo, inicialmente, não oferece perigo, afirma o estudo, apesar de ainda não estar claro o tempo que ele dura, já tendo sido relatado casos de permanência entre uma e quatro semanas.

No Twitter, o epidemiologista e escritor científico britânico Tim Spector, deu seu parecer sobre as “Unhas da Covid” e também mencionou que o sintoma é inofensivo, surgindo a partir da recuperação das unhas.

“Suas unhas parecem estranhas? As unhas Covid são cada vez mais reconhecidas, à medida que as unhas se recuperam após a infecção, o crescimento se recupera deixando uma linha nítida. Pode ocorrer sem erupções cutâneas e parece inofensivo”, escreveu o médico.

Um outro estudo, também pulicado na National Center for Biotechnology Information, observou casos conhecidos como “linhas de Beau” relacionados à Covid-19. Neste caso, a unha possui reentrâncias horizontais na base das unhas das mãos e pés e tendem a aparecer após quatro semanas ou mais após uma infecção.

As linhas de Beau acontecem quando há uma interrupção temporária no crescimento das unhas devido a um estresse físico no corpo, como uma infecção, desnutrição ou efeitos colaterais de medicamentos. Embora sua aparição também tenha sido relacionada a infecção por coronavírus, a condição não aparece apenas pelo vírus, não sendo, portanto, um sintoma exclusivo da doença.

Além disso, vale ressaltar ainda que, atualmente, nenhuma evidência sugere que há associação entre a gravidade da Covid-19 e as alterações causadas pelas linhas de Beau. Por ser uma consequência inofensiva de outros fatores. Também não existe um tratamento para linhas de Beau, já que o aspecto deve sumir conforme as unhas crescem e, claro, seja resolvido o problema que tem causado as pausas no crescimento.

Algumas outras ocorrências de sintomas incomuns nas unhas após o teste positivo para Covid-19 também foram registradas. Um paciente chegou a perder as unhas três meses após a infecção. O fenômeno é conhecido como onicomadese e acredita-se que ocorra por razões semelhantes ao surgimento das linhas de Beau – estresse físico. Não foi necessário tratamento já que novas unhas cresceram.

Outro paciente surgiu com linhas brancas horizontais nas unhas, conhecidas como linhas de Mees ou leuconíquia transversa. Acredita-se que a condição seja causada pela produção anormal de proteínas no leito da unha devido a distúrbios sistêmicos. O caso também foi resolvido após o crescimento natural da unha.

Um terceiro paciente testemunhou as pontas das unhas ficarem alaranjadas e mesmo após um mês da infecção a coloração permanecia inalterada. Neste caso, os médicos não souberam explicar o motivo clínico por trás do fenômeno.

Conclusão

Segundo os especialistas, mesmo com a coincidência de todos esses casos terem acontecido após uma infecção por Covid-19, ainda é cedo para ‘bater o martelo’ a respeito de uma ligação. Para se desenvolver um estudo, é necessário mais casos e dados que componham e confirmem de forma assertiva a tese, como por exemplo, entender melhor os mecanismos por trás de casa condição relatada.

Além disso, mesmo que haja uma relação casual nas alterações das unhas com a Covid-19, isso não significa que todos experimentarão a consequência. Do mesmo modo, as doenças nas unhas não necessariamente indicam com certeza que alguém está infectado pelo vírus, mas pode-se usar da hipótese que serve como um indicador potencial de uma infecção passada – mas não prova definitiva.

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